===== ATOMISMO LÓGICO ===== A [[lexico:f:filosofia|Filosofia]] do [[lexico:a:atomismo-logico|atomismo lógico]] foi exposta por Bertrand [[lexico:r:russell|Russell]]. Muitas das suas [[lexico:i:ideias|ideias]] a [[lexico:r:respeito|respeito]] dele foram o resultado das suas discussões com Ludwig [[lexico:w:wittgenstein|Wittgenstein]] durante os anos 1912-1914, quando este preparava o seu [[lexico:t:tractatus-logico-philosophicus|Tractatus Logico-Philosophicus]], que se pode considerar como um contributo decisivo para a [[lexico:t:tendencia|tendência]] aqui referida. Russell declarou que a filosofia do [[lexico:a:atomismo|atomismo]] [[lexico:l:logico|lógico]] era [[lexico:c:consequencia|consequência]] de certas meditações sobre a [[lexico:m:matematica|matemática]] e da tentativa de embeber a [[lexico:l:linguagem|linguagem]] matemática na linguagem [[lexico:l:logica|lógica]]. Isto correspondia à sua [[lexico:i:ideia|ideia]] de que o que importava no [[lexico:p:pensamento-filosofico|pensamento filosófico]] era a lógica em que se fundava. A filosofia de [[lexico:h:hegel|Hegel]] e seus seguidores tem como base uma lógica monista dentro de cujo marco “a [[lexico:a:aparente|aparente]] [[lexico:m:multiplicidade|multiplicidade]] do [[lexico:m:mundo|mundo]] consiste meramente em fases e divisões irreais de uma só [[lexico:r:realidade|realidade]] indivisível” (LÓGICA E [[lexico:c:conhecimento|conhecimento]]). No atomismo lógico, em contrapartida, o mundo aparece como uma multiplicidade infinita de [[lexico:e:elementos|elementos]] separados. Estes elementos são os átomos, mas trata-se de átomos lógicos, [[lexico:n:nao|não]] físicos. Os átomos lógicos são o que fica como [[lexico:u:ultimo|último]] resíduo da [[lexico:a:analise|análise]] lógica. Mediante a lógica do atomismo lógico, pode descrever-se o mundo como [[lexico:c:composto|composto]] de fatos atômicos. O [[lexico:p:proprio|próprio]] Russell debateu pormenorizadamente a [[lexico:n:natureza|natureza]] desses fatos atômicos. O comum a qualquer [[lexico:f:fato|fato]] [[lexico:a:atomico|atômico]] é o já não [[lexico:s:ser|ser]] analisável. Mas nem todos esses fatos são iguais. Alguns baseiam-se em entidades particulares simbolizantes mediante nomes próprios; outros, em fatos que consistem na [[lexico:p:posse|posse]] de uma [[lexico:q:qualidade|qualidade]] por uma [[lexico:e:entidade|entidade]] [[lexico:p:particular|particular]]; outros, em [[lexico:r:relacoes|relações]] entre fatos (as quais podem ser diádicas, triádicas, etc). Os fatos atômicos não são, pois, necessariamente [[lexico:c:coisas|coisas]] particulares existentes, pois estas não convertem um [[lexico:e:enunciado|enunciado]] em [[lexico:v:verdadeiro|verdadeiro]] ou [[lexico:f:falso|falso]]. Há fatos que se podem chamar gerais, como os simbolizados em “todos os homens são [[lexico:m:mortais|mortais]]”. A linguagem proposta pelo atomismo lógico é, em [[lexico:i:intencao|intenção]], uma “linguagem perfeita”, isto é, mostra em seguida a [[lexico:e:estrutura|estrutura]] lógica do que se afirma ou nega. Embora o atomismo lógico seja uma [[lexico:m:metafisica|metafísica]], trata-se de uma metafísica em que, segundo Russell, se cumprem duas finalidades. Uma, a de chegar teoricamente às entidades [[lexico:s:simples|simples]] de que o mundo é composto. Outra, a de seguir a [[lexico:m:maxima|máxima]] de Ocam, ou a ele atribuída, de não multiplicar os entes mais do que o [[lexico:n:necessario|necessário]]. As entidades simples não são propriamente fatos, pois os fatos são “aquelas coisas que se afirmam ou se negam mediante proposições, e não são propriamente, de nenhum [[lexico:m:modo|modo]], entidades no mesmo [[lexico:s:sentido|sentido]] em que são os seus elementos constituintes”. Os fatos não podem [[lexico:n:nomear|nomear]] - se; só podem negar-se, afirmar-se ou considerar-se, embora “noutro sentido seja certo que não se pode conhecer o mundo se não se conhecerem os fatos que constituem as verdades do mundo; mas o conhecimento dos fatos é algo diferente do conhecimento dos elementos simples”.