===== ANJO ===== gr. angelos identificado com os daimones da [[lexico:f:filosofia-grega|filosofia grega]], [[lexico:d:daimon|daimon]] 4; com os «poderes», [[lexico:d:dynamis|dynamis]] 6; almas angélicas em [[lexico:p:proclo|Proclo]], [[lexico:p:psyche|psyche]] 35 [[lexico:t:termo|termo]] usado em [[lexico:t:teologia|teologia]] para designar um [[lexico:s:ser-espiritual|ser espiritual]], intermediário entre [[lexico:d:deus|Deus]] e o [[lexico:h:homem|homem]]. A [[lexico:s:sistematica|sistemática]] [[lexico:d:discussao|discussão]] acerca da [[lexico:n:natureza|natureza]] e das funções dos [[lexico:a:anjos|anjos]] constitui a Angelologia. Encontramos a [[lexico:r:representacao|representação]] dos anjos, (do [[lexico:g:grego|grego]] aggelos, pron. ângelos) mensageiro, a [[lexico:q:quem|quem]] cabe o papel de intermediário, e de misteres especiais, funções ministeriais, no [[lexico:s:sentido|sentido]] filosófico do termo, em todas as religiões cultas conhecidas. Considerando-se pelo lado especulativo, os anjos surgem com dois sentidos: 1) como funções ministeriais do [[lexico:a:ato|ato]] criador; 2) como formas subsistentes, que [[lexico:n:nao|não]] informam nenhuma [[lexico:m:materia|matéria]], por nenhuma matéria [[lexico:e:estar|estar]] em condições de recebê-las. Há possíveis que não se atualizaram, como a árvore A, árvore [[lexico:p:possivel|possível]] de se [[lexico:t:ter|ter]] tornado um [[lexico:e:ente|ente]] existente no [[lexico:m:mundo|mundo]] botânico, mas que as condições atuais do nosso planeta não permitem mais a sua atualização. Os anjos, contudo, não são considerados como possíveis apenas, mas como formas subsistentes, como entes com seu [[lexico:u:ubi|ubi]] [[lexico:i:intrinseco|intrínseco]], a sua [[lexico:p:presenca|presença]] própria, existentes, no exercício de si mesmos, mas de uma [[lexico:e:estrutura|estrutura]] distinta das dos seres materiais. Tais anjos não são feitos desta matéria (hoc), mas de [[lexico:o:outro|outro]] [[lexico:m:modo|modo]] de [[lexico:s:ser|ser]] imaterial, [[lexico:p:potencia|potência]], (não-material), são criadores, inteligentes. Ora, não há [[lexico:c:conceito|conceito]] mais [[lexico:e:equivoco|equívoco]] na [[lexico:f:filosofia-moderna|filosofia moderna]] que matéria e também não há materialista, por mais ilustre, que tenha conseguido dar uma [[lexico:d:definicao|definição]] clara do que julga ser. Se considerarmos, porém, o que conhecemos como tal, a matéria [[lexico:s:sensivel|sensível]], a físico-química, sabemos, hoje, que esta perde as suas propriedades em determinadas experiências, [[lexico:c:como-se|como se]] verifica no choque com os anti-protônios e anti-eletrônios, resultando a [[lexico:a:ausencia|ausência]] total das propriedades da matéria. Ora, há matéria, onde há as propriedades da matéria, e não há mais matéria onde não se verificam as suas propriedades. Ora, se estas desaparecem, estamos na não-matéria, aliás [[lexico:n:nome|nome]] que dão os físicos modernos, inclusive os soviéticos, a tal ausência de materialidade. Neste caso, já se vê que a [[lexico:c:ciencia|ciência]] [[lexico:a:atual|atual]] já encontrou a não-matéria, o imaterial. Com o decorrer do [[lexico:t:tempo|tempo]], verificará que as funções inteligentes não podem ser explicadas, como ainda não o foram, pela matéria bruta, nem poderão ser. Neste caso, as atribuirá a essa não-matéria, a [[lexico:e:esse|esse]] imaterial. Pois [[lexico:b:bem|Bem]], o imaterial com [[lexico:i:inteligencia|inteligência]], com [[lexico:c:capacidade|capacidade]] criadora, é o espiritual das mais altas religiões e da [[lexico:f:filosofia|Filosofia]]. Ninguém pode negar que a Ciência já deu um passo para a frente, aproximando-se, vertiginosamente, de uma [[lexico:a:atitude|atitude]] de [[lexico:r:respeito|respeito]] ao que muitos [[lexico:c:cientistas|cientistas]], de baixo [[lexico:v:valor|valor]] filosófico, julgavam que jamais a ciência teria um dia de prestar.