===== ACADEMIA ===== (gr. Akademeia; lat. Academia; in. Academy; fr. Académie; al. Akademie; it. Accademia). Propriamente a [[lexico:e:escola|escola]] fundada por [[lexico:p:platao|Platão]] no ginásio que tomava o [[lexico:n:nome|nome]] do [[lexico:h:heroi|herói]] Academos e que depois da [[lexico:m:morte|morte]] de Platão foi dirigida por Espeusipo (347-339 a.C), por [[lexico:x:xenocrates|Xenócrates]] (339-14 a. C.), por Polemon (314-270 a. C.) e por Cratete (270-68 a.C). Nessa fase, a Academia continuou a [[lexico:e:especulacao|especulação]] platônica, vinculando-a sempre mais estreitamente ao [[lexico:p:pitagorismo|pitagorismo]]; pertenceram a ela matemáticos e astrônomos, entre os quais o mais famoso foi Eudoxo de Cnido. Com a morte de Cratete, a Academia mudou de [[lexico:o:orientacao|orientação]] com [[lexico:a:arcesilau|Arcesilau]] de Pitane (315 ou 314-241 ou 240 a.C), encaminhando-se para um [[lexico:p:probabilismo|probabilismo]] que derivava da [[lexico:e:epoca|época]] em que Platão afirmara, sobre o [[lexico:c:conhecimento|conhecimento]] das [[lexico:c:coisas|coisas]] naturais, que estas, [[lexico:n:nao|não]] tendo nenhuma estabilidade e solidez, não podem dar [[lexico:o:origem|origem]] a um conhecimento estável e sólido, mas só a um conhecimento [[lexico:p:provavel|provável]]. De Arcesilau e de seus sucessores (de que não sabemos quase [[lexico:n:nada|nada]]) [[lexico:e:esse|esse]] [[lexico:p:ponto|ponto]] de vista estendeu-se a [[lexico:t:todo|todo]] o conhecimento [[lexico:h:humano|humano]] no período que se chamou de "Academia média". A "nova Academia" começa com Carnéades de Cirene (214 ou 212-129 ou 128 a.C); essa orientação de [[lexico:t:tendencia|tendência]] cética e probabilística foi mantida até Fílon de Larissa, que, no século I a.C, iniciou a IV Academia, de orientação eclética, na qual Cícero se inspirou. Mas a Academia Platônica durou ainda por muito [[lexico:t:tempo|tempo]] e sua orientação também se renovou no [[lexico:s:sentido|sentido]] religioso-místico, que é [[lexico:p:proprio|próprio]] do [[lexico:n:neoplatonismo|neoplatonismo]]. Só em 529 o imperador Justiniano proibiu o ensino da [[lexico:f:filosofia|Filosofia]] e confiscou o rico patrimônio da Academia. Damáscio, que a dirigia, refugiou-se na Pérsia com outros companheiros, entre os quais Sim-plício, autor de um vasto comentário a [[lexico:a:aristoteles|Aristóteles]], mas logo voltaram desiludidos. Foi assim que terminou a [[lexico:t:tradicao|tradição]] [[lexico:i:independente|independente]] do [[lexico:p:pensamento|pensamento]] platônico.