===== ABSURDEZ ===== De [[lexico:a:absurdo|absurdo]], que é destituído de [[lexico:s:sentido|sentido]]. — A [[lexico:e:experiencia|experiência]] do absurdo seria, segundo [[lexico:s:sartre|Sartre]] e Carnus, a experiência autêntica da [[lexico:e:existencia|existência]]. O absurdo assumiu na [[lexico:f:filosofia|Filosofia]] [[lexico:e:existencialista|existencialista]] o [[lexico:a:aspecto|aspecto]] de "[[lexico:a:angustia|angústia]]" em [[lexico:h:heidegger|Heidegger]], de [[lexico:a:ausencia|ausência]] de toda [[lexico:r:razao|razão]] válida de [[lexico:v:viver|viver]] em Sartre, de incoerência da nossa [[lexico:c:condicao|condição]] em [[lexico:c:camus|Camus]], de "fracasso fatal" em [[lexico:j:jaspers|Jaspers]]. Todavia, Sartre, e em seguida Carnus, vêem na [[lexico:a:acao|ação]] o [[lexico:u:unico|único]] refúgio contra o absurdo e a única maneira de se dar um sentido, embora parcial, à nossa existência. O "[[lexico:m:mito|mito]] de Sisifo", que Carnus tornou um de seus temas de [[lexico:m:meditacao|meditação]], conta a estória de um [[lexico:h:homem|homem]] condenado a empurrar uma pedra até o alto de uma colina, de onde ela sempre cai, retrocedendo à base do declive; ilustra o [[lexico:s:sentimento|sentimento]] de absurdo de uma existência que exige sempre nosso [[lexico:e:esforco|esforço]], apela para nossa [[lexico:v:vontade|vontade]], sem poder [[lexico:s:ser|ser]] controlada e realizada de maneira definitiva. O sentimento do "absurdo" implica uma surda revolta que desconhece o [[lexico:c:ceticismo|ceticismo]] e considera o [[lexico:n:nao|não]] sentido da [[lexico:v:vida|vida]] e das [[lexico:c:coisas|coisas]] com certa serenidade.