===== ABSOLUTISMO ===== a) Poder [[lexico:a:absoluto:start|absoluto]], [[lexico:i:ilimitado:start|ilimitado]], do soberano. b) [[lexico:s:sistema:start|sistema]] de [[lexico:g:governo:start|governo]], onde o poder está acima de qualquer direção ou fiscalização. c) [[lexico:t:teoria:start|teoria]] do absolutismo. d) [[lexico:t:termo:start|termo]] usado para designar a [[lexico:m:metafisica:start|metafísica]], do absoluto, em Bradley. (Vide [[lexico:s:sinopse:start|sinopse]] da [[lexico:h:historia-da-filosofia:start|História da Filosofia]]). e) Diz-se, familiarmente, do emprego de um [[lexico:e:espirito:start|espírito]] de intransigência nas opiniões. f) «Absolutismo estético», [[lexico:e:expressao:start|expressão]] usada para evidenciar a [[lexico:b:beleza:start|beleza]] objetiva e absoluta, [[lexico:n:nao:start|não]] relativa ao [[lexico:o:observador:start|observador]], tornando-se, daí, padrão absoluto para a [[lexico:c:critica:start|crítica]]. Foi esta acepção primeiramente exposta por [[lexico:p:platao:start|Platão]]. Mantiveram-na, na [[lexico:f:filosofia:start|Filosofia]], os intuicionistas, embora combatida pelos que julgam a beleza meramente uma [[lexico:e:especie:start|espécie]] de [[lexico:p:prazer:start|prazer]], e, consequentemente, dependente do [[lexico:i:individuo:start|indivíduo]]. [[lexico:k:kant:start|Kant]] assume uma [[lexico:p:posicao:start|posição]] intermediária, ao afirmar: a beleza é subjectiva, mas o [[lexico:j:julgamento:start|julgamento]] «isto é [[lexico:b:belo:start|belo]]» é sempre realizado [[lexico:c:como-se:start|como se]] existisse um padrão [[lexico:o:objetivo:start|objetivo]]. (in. Absolutism; fr. Absolutisme, al. Absolutismus; it. Assolutismó). Termo cunhado na primeira metade do séc. XVIII para indicar toda doutrina que defenda o "poder absoluto" ou a "[[lexico:s:soberania:start|soberania]] absoluta" do [[lexico:e:estado:start|Estado]]. No seu [[lexico:s:sentido:start|sentido]] [[lexico:p:politico:start|político]] original, [[lexico:e:esse:start|esse]] termo [[lexico:a:agora:start|agora]] designa: 1) o absolutismo utopista de Platão em [[lexico:r:republica:start|República]]; 2) o absolutismo papal afirmado por Gregório VII e por Bonifácio VIII, que reivindica para o Papa, como representante de [[lexico:d:deus:start|Deus]] sobre a [[lexico:t:terra:start|Terra]], a plenitudo potestatis, isto é, a soberania absoluta sobre todos os homens, inclusive os príncipes, os reis e o imperador; 3) o absolutismo monárquico do séc. XVI, cujo defensor é [[lexico:h:hobbes:start|Hobbes]]; 4) o absolutismo democrático, teorizado por [[lexico:r:rousseau:start|Rousseau]] no [[lexico:c:contrato-social:start|Contrato Social]], por [[lexico:m:marx:start|Marx]] e pelos escritores marxistas como "ditadura do proletariado". Todas essas formas do absolutismo defendem igualmente, embora com [[lexico:m:motivos:start|motivos]] ou fundamentos vários, a exigência de que o poder estatal seja exercido sem limitações ou restrições. A exigência oposta, própria do [[lexico:l:liberalismo:start|liberalismo]] (v.), é a que prescreve limites e restrições para o poder estatal. No [[lexico:u:uso:start|uso]] filosófico corrente, esse termo não se restringe mais a indicar determinada doutrina [[lexico:p:politica:start|política]], mas estende-se à [[lexico:d:designacao:start|designação]] de toda e qualquer pretensão doutrinai ou prática ao absoluto, em qualquer [[lexico:c:campo:start|campo]] que seja considerado. Diz, p. ex., [[lexico:r:reichenbach:start|Reichenbach]] (The Theory of Probability, p. 378): "Devemos renunciar a todos os resíduos do absolutismo para [[lexico:c:compreender:start|compreender]] o [[lexico:s:significado:start|significado]] da [[lexico:i:interpretacao:start|interpretação]], em termos de frequência, de uma [[lexico:a:assercao:start|asserção]] de [[lexico:p:probabilidade:start|probabilidade]] em torno de um caso individual. Não há [[lexico:l:lugar:start|lugar]] para o absolutismo na teoria das asserções de probabilidade referentes à [[lexico:r:realidade:start|realidade]] [[lexico:f:fisica:start|física]]. Tais asserções são usadas como regras de [[lexico:c:conduta:start|conduta]], como regras que determinam a conduta mais eficaz em [[lexico:d:dado:start|dado]] estágio do [[lexico:c:conhecimento:start|conhecimento]]. [[lexico:q:quem:start|quem]] quiser encontrar algo a mais nessas asserções descobrirá no [[lexico:f:fim:start|fim]] que perseguiu uma quimera". O absolutismo filosófico não é tanto de quem [[lexico:f:fala:start|fala]] do Absoluto ou de quem lhe reconhece a [[lexico:e:existencia:start|existência]], mas de quem afirma que o [[lexico:p:proprio:start|próprio]] absoluto apoia suas [[lexico:p:palavras:start|palavras]] e lhes dá a [[lexico:g:garantia:start|garantia]] incondicional de [[lexico:v:veracidade:start|veracidade]]. Nesse sentido, o [[lexico:p:prototipo:start|protótipo]] do absolutismo doutrinal é o [[lexico:i:idealismo:start|Idealismo]] romântico, segundo o qual, na filosofia, não é o [[lexico:f:filosofo:start|filósofo]] como [[lexico:h:homem:start|homem]] que se manifesta e fala, mas o próprio Absoluto que chega à sua [[lexico:c:consciencia:start|consciência]] e se manifesta. ([[lexico:a:abbagnano:start|Abbagnano]]) {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}